UFAL premia a ciência que move a Yathē

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Quando a ciência e o empreendedorismo caminham lado a lado, os resultados podem ser extraordinários. Foi exatamente isso que aconteceu no ciclo acadêmico 2024–2025 da Universidade Federal de Alagoas (UFAL): três pesquisas orientadas pelo Prof. Arthur Costa Falcão Tavares — pesquisador, professor e fundador da startup Yathē — foram premiadas com a mais alta distinção acadêmica dos programas PIBIC e PIBITI da instituição: o Prêmio de Excelência Acadêmica.

O reconhecimento não é apenas um troféu acadêmico. É a validação científica de tecnologias que já estão dentro do core da Yathē.

Os trabalhos premiados

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Aluna premiada Andrea Soares e professor Arthur.

As pesquisas contempladas pelo programa foram conduzidas por alunos do Campus CECA (Centro de Ciências Agrárias) da UFAL, sob orientação direta do Prof. Arthur Tavares:

1.  Imageamento por drone para áreas com ocorrência de doenças em plantações de cana-de-açúcar (PIBIC) — aluno Vinicius dos Santos Silva, Agronomia.

2.  Imageamento por RPA para áreas com infestação de famílias de planta daninha, tóxicas ao gado, em áreas de pastagem (PIBITI) — aluno Diogo Oliveira do Nascimento Silva, Medicina Veterinária.

3.  Produção de ortomosaico a partir de imagens de RPA e organização de banco de dados com imagens de famílias de planta daninha, tóxicas ao gado, em áreas de pastagem (PIBITI) — aluna Andrea Soares Gama, Engenharia de Agrimensura.

Juntos, esses três trabalhos formam uma cadeia tecnológica completa: do voo do drone à geração de ortomosaicos, passando pela identificação e mapeamento de doenças e plantas invasoras. É, em essência, a espinha dorsal operacional da Yathē.

O que é a Yathē e por que isso importa

A Yathē é uma startup de tecnologia agrícola focada no uso de inteligência artificial para o monitoramento de lavouras e pastagens. A empresa oferece aos produtores rurais informações precisas e acionáveis sobre a saúde das culturas e falhas de plantio, com uma velocidade e escala impossíveis para a inspeção humana convencional.

O diferencial da Yathē está na qualidade do processamento de dados que vem depois do voo. E é aqui que a pesquisa acadêmica entra como um ativo estratégico: os métodos científicos validados na universidade são incorporados diretamente aos algoritmos e fluxos de trabalho da plataforma.

Ciência como vantagem competitiva

Há algo que separa startups de tecnologia que realmente inovam daquelas que apenas adaptam soluções existentes: o enraizamento científico.

Os trabalhos premiados pela UFAL no ciclo 2024–2025 foram avaliados por consultores externos independentes, que atribuíram nota máxima em todos os quesitos de avaliação. Isso significa que a metodologia, os resultados e o impacto dessas pesquisas foram reconhecidos como de excelência pela comunidade acadêmica brasileira.

Pense no que isso representa para um produtor rural ou para um gestor agrícola: ao contratar a Yathē, ele está acessando tecnologia que passou por rigoroso processo científico, que foi publicada, avaliada e premiada. Essa é a diferença entre uma solução de mercado genérica e uma ferramenta construída sobre conhecimento sólido.

O elo entre universidade e startup: um modelo para o Brasil

O ecossistema de inovação brasileiro ainda luta para criar pontes efetivas entre a pesquisa acadêmica e o mercado. A história da Yathē e do Prof. Tavares é um exemplo concreto de como esse elo pode e deve funcionar.

Quando professores acadêmicos também são fundadores de empresas de tecnologia, o conhecimento gerado percorre um caminho muito mais curto do laboratório ao produto. Os alunos Vinicius, Diogo e Andrea não apenas ganharam um prêmio acadêmico: eles contribuíram diretamente para o desenvolvimento tecnológico de uma empresa real, com clientes reais e impacto mensurável no campo.

O futuro: pesquisa que continua evoluindo com o produto

Enquanto muitas startups dependem exclusivamente de capital externo para inovar, a Yathē possui um ativo que dinheiro não compra facilmente: uma linha contínua de pesquisa científica orientada para seus próprios desafios tecnológicos. Isso cria uma barreira de entrada para concorrentes e um ciclo virtuoso de melhoria permanente.